domingo, 13 de março de 2016

Promessa frustrada

Não deu medo
Gente, é o seguinte: novo texto mesmo, todo trabalhado na dignidade e na linguagem, só Deus sabe quando vai sair. Passei aqui como metido a crítico de cinema pra dizer uma ou duas coisinhas a quem gosta da sala escura, como eu.

Aos amantes do bom terror, "A Bruxa" é uma bomba. Alguém espalhou por aí que é o filme mais assustador desde o "O Exorcista". Mentira. O diretor, Robert Eggers, é até talentoso na construção da história de época e do drama familiar com paranoia religiosa. Tem bons atores, fotografia ok e algumas cenas tensas. É só isso. Não dá medo! Falta ritmo. Fiquei com sono de vez em quando. "A Bruxa" foi bem no "Sundance Film Festival", mas Eggers precisa comer mais arroz com feijão. Quem sabe ele não consiga um melhor resultado com o remake de "Nosferatu"? Sim, vai ser dele.

Detalhe: se você assistir ao filme como uma metáfora das relações de poder, através das quais as pessoas são facilmente controladas quando reprimidas e frustradas (o que a maioria dos governos e religiões faz muito bem), a obra muda de cara e fica bem mais interessante.

Sobre "O Regresso", com o DiCaprio: cheio de clichês. Roteiro fraco. Direção do Inãrritu muito inferior a "Birdman". Cenas desnecessárias de violência contra animais. Muitas imagens e enquadramentos plagiados de um tal cineasta europeu. É bom, mas não é ótimo. Já vi o menino do "Titanic" fazer bem melhor, como em "Django" e "O Lobo de Wallstreet". O Oscar foi merecido, mas parece prêmio de consolação. Ou seja, "O Regresso" foi supervalorizado. Minha opinião? A mesma da Glória Pires. "Bacana".


Tô indo agora ver "Boa noite, mamãe", terror austríaco sobre dois gêmeos que torturam a própria genitora, desconfiados de que ela não seja mais ela. Entendeu? Se vira. Vou pegar a pipoca e depois conto como foi. Beijos sabor manteiga.

Nota: Este vale a pipoca, pessoal. Sinistro!

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