sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Tá me zoando

O amor, segundo as pesquisas
Só rindo mesmo. No meu caso, tem que ter produção: ipê, óculos escuros, dentes Colgate e fotógrafa semi-profissional (alô, Biquinho!). Piada interna, gente.

É o seguinte: quantas vezes você já se apaixonou? Segundo estudo da Siemens Festival Nights (hã?) com dois mil participantes, as pessoas se apaixonam apenas duas vezes na vida – e a maioria acredita que seu parceiro atual é a sua alma gêmea. Tá.

Postei outro dia que uma pesquisadora constatou o óbvio: casais ioiô (levanta a mão quem já reatou zilhões de vezes com a mesma pessoa) são mais infelizes e inseguros. Dando uma voltinha pela internet, descobri que não faltam estudos para tentar relativizar o amor. Ou aprisioná-lo na caixa mais conveniente.

Você sabia que casais que limpam a casa fazem mais sexo? Pois é. Tem mais: morar junto, sem papel passado, causa depressão em casais modernos (ah, gente, tenha dó!). E os pombinhos que se marcam no Facebook são mais felizes (ai, que sono).

Todo esse delírio científico mostra pedacinhos de uma verdade que jamais será absoluta. Alguém duvida que o pesquisador por trás da teoria do papel passado é ultraconservador? E que a anta preocupada com o Facebook é uma criatura iludida com a pseudo-paixão na rede?

A pesquisa que mais me deu coceira foi a da paixão. Duas vezes, gente? Jura? Pois eu conheço quem não se apaixona nunca. Quem se apaixona por todo mundo. E aqueles que se apaixonam três vezes na vida, sei lá.

O estudo diz ainda que há uma pequena parte dos entrevistados que decidiu encarar o relacionamento mesmo sem estar completamente envolvido. Uma em cada sete pessoas acredita que o atual parceiro não é o grande amor de sua vida, mas nem por isso abre mão da relação.

Dessas, 73% contaram que começaram o relacionamento depois de ter deixado um verdadeiro amor “escapar pelas mãos”. Pausa para a música do "Titanic".

O estudo destaca ainda que nada impede que as pessoas sigam comprometidas mesmo sem acreditar que não estão no relacionamento mais intenso e feliz de suas vidas.

Nem precisa de pesquisa para concluir que a maioria faz qualquer negócio para fugir da solidão.

4 comentários:

  1. Oie, tudo bem? Olha, só rindo mesmo viu! Tá explicado o final infeliz do meu último relacionamento, ele não me marcou no facebook. Desconfiei disso desde o princípio. Por favor, aumenta o volume do tema Titanic, vai dar mais emoção, rsrsrsrsrsrsrs...Cada uma heim.
    Quanto ao último parágrafo, infelizmente é a realidade de muitos. Afinal, lidar com a solidão não é tão simples né. Um beijo meu amigo. (Rose)

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  2. Hahaha! Rose, descobri porque o meu tbm não deu certo: não limpamos a casa com muita frequência, rsrs.

    E se nos apaixonamos apenas duas vezes na vida, vou te dizer uma coisa: metade já foi. É melhor eu caprichar da próxima vez. Ou já era, haha.

    Bom fim de ano, minha querida. Bjo.

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  3. De todas, esta foi a que mais ouvi relatos sobre hahaha: "O estudo destaca ainda que nada impede que as pessoas sigam comprometidas mesmo sem acreditar que não estão no relacionamento mais intenso e feliz de suas vidas

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    1. Acho que as pesquisas mostram o que gente já sabe só de olhar para o próprio umbigo, Matheus: nós, homo sapiens, somos eternos idiotas quando o assunto é vida afetiva.

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