quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Feliz Dia das Bruxas

Filme de Terror

"Você não pode negar a si mesmo para sempre". É com esta frase de efeito, a última do filme "Poder Paranormal", que resolvi assumir: sou fã de filmes de terror. O sangue falso, os gritos, a tensão, o suspense e os sustos fazem parte da minha diversão desde que mamãe me proibiu de ver "Carrie, a Estranha" pela TV, lá na minha infância.

O meu Oscar vai para o atemporal "O Exorcista", a melhor obra de medo da História e o primeiro arrasa-quarteirão do gênero. Dormi de luz acesa por um ano. E se minha cama pulasse? Mérito de Regan, interpretada por Linda Blair, a menina que me assombra até hoje, e do diretor Willian Friedkin, cotado agora para uma desnecessária versão televisiva. 

Também sou seguidor das produções tipo B, como "A Hora do Pesadelo" (eu quero uma luva igual a do Freddy Krueger), "Sexta-Feira 13" (a máscara do Jason é tudo) e, claro, a saga "Halloween" (Michael Myers está para mim como o Super-Homem está para você, ok?). 

Em celebração à data mais bacana do ano, o "Dia das Bruxas", mergulhei numa maratona de horror. "A Entidade", "Atividade Paranormal 4" e "Possessão" são os mais recentes da minha extensa lista sangrenta. 

O trash também tem seu lugar: "Premonição", "A Morte do Demônio" (sob a batuta de Sam Raimi, em um começo promissor), "A Bolha Assassina", "Blade - O Caçador de Vampiros" e por aí vai.

O meu apreço por este tipo de entretenimento é um contraponto à minha essência "paz e amor". Na vida real, salvo até as aleluias da morte. No escurinho do cinema, me divirto com os exageros e o desconhecido. É apenas uma catarse, uma fuga prazerosa da real crueldade aqui fora.

Os filmes de terror, aliás, nem sempre são espetáculos gratuitamente carnívoros. "O Bebê de Rosemary", do renomadíssimo Roman Polansky, mexe com o psicológico sem derramar sangue, ao mesmo tempo em que questiona, com ironia, o inferno da gravidez e os limites do amor materno. 

Em "Jogos Mortais", descontado o festival de mutilações, mocinhos e bandidos tem o caráter colocado à prova. Quem merece viver? 

"O Iluminado", obra-prima de Stephen King adaptada pelo saudoso Stanley Kubrick, é uma tenebrosa viagem pelo isolamento e seus indesejáveis efeitos colaterais. 

"Dracula", de Bram Stoker, com toda a sua melancolia e impecável fotografia, é o definitivo toque de classe vampiresco sobre o terror, coroado pela direção de Coppola e pelas atuações memoráveis de Winona Ryder e Gary Oldman. 

"O Albergue", "A Cabana do Medo", "O Cubo" e outros tantos estão aí para nos lembrar que os verdadeiros monstros e demônios são o egoísmo, a ganância, o preconceito, a mentira e a ignorância. 

O cinema da carnificina, por vezes, despreza o maniqueísmo barato e incomoda, justamente por revelar que nós mesmos, os seres humanos, somos capazes das maiores atrocidades. 

Até mesmo "O Exorcista" não pode ser resumido ao vômito de sopa de ervilha. É um filme que choca pelas acrobacias encapetadas e, principalmente, por mostrar que o mal zomba daquilo que escondemos sob o suspeito manto da moral, dos bons costumes e da religião cega.  

Jamais poderia fazer justiça a tantos bons (e ruins) filmes de terror em um texto tão breve. Fica a dica: não tema. Coma pipoca, dê pulos, gritos, agarre quem estiver ao lado, se for o caso. Filme de terror é a melhor desculpa para uma das coisas mais gostosas da vida: namorar. A realidade, com tiroteios e a frieza do dia-a-dia, é que bota medo. No fim das contas, entre monstros e assombrações, a gente só quer mesmo é se divertir.  

11 comentários:

  1. A minha essência "paz e amor" ainda fala mais alto. Não encontrei contraponto.
    Pra falar a verdade, filme de terror eu assisti apenas em dois fins de semana da minha vida. Lembro como se fosse hoje: na 5ª série, eu e meus colegas de aula nos reuníamos aos sábados para assistir filme de terror. O detalhe é que, como todos tínhamos a essência "paz e amor" (para não dizer 'medo'), nossas sessões eram sempre a tarde. Não preciso nem explicar o motivo, né?!
    O fato é que em dois sábados, assistimos O Exorcista e A Bruxa de Blair. Confesso que o segundo me deixou mais impressionado. Lembro das gravações feitas com câmera amadora, davam mais realismo às cenas.
    Zivi, te recomendo este filme caso ainda não tenhas visto.

    Em resumo, foram as únicas vezes que assisti filme de terror durante estes longos 25 anos de vida. É que a essência de PAZ E AMOR fala mais alto em mim. uhahuauhhua

    Grande abraço, Zivi!

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  2. Rafael, já vi "A Bruxa de Blair" e não curti muito. Na verdade, o sucesso desse filme vem do fato de muita gente achar que aquilo era real. Só depois que o filme arrecadou mais de cem milhões nas bilheterias americanas é que o elenco apareceu pra dizer que se tratava de um golpe de marketing mesmo. Mas "A Bruxa de Blair", de qualquer forma, lançou essa tendência de "cinema-documentário" para o gênero terror e rendeu bons filhotes, como "O olho que tudo vê", uma produção meio independente, porém muito assustadora. Abraços e volte sempre!

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  3. Olá Rodrigo,
    Interessante que eu também sempre gostei de filmes de terros, mesmo sendo "paz e amor" rs. E eu nunca senti medo.. lembro que tinha uns 13 anos quando assisti O exorcista e fiquei em casa sozinha a noite, numa boa.
    Ah! E legal você lembrar que filme de terror é desculpa pra namorar! hahah
    Gosta de seriados? Já viu Supernatural? Ao longo das sete temporadas (e agora com a 8 começando) uma reunião incrível com os mais diversos tipos de "monstros" que se possa imaginar! Muito bom!
    Abraços
    e Feliz Dia das Bruxas!

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  4. Natália, gosto bastante de "Supernatural", mas seguia mais no começo. A série é bem feita. Inclusive, há um episódio meio engraçado com a Linda Blair, atriz de "O Exorcista". Um abraço e volte sempre.

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  5. Grande Zivi, saudações!!!!
    Olha este lado terror não sabia que você tinha...rs
    Bom sou extremamente suspeito, minha apreciação por filmes do genero são desde a infância, concordo plenamente quando diz que os filmes são propicios a abraços, apertos, e adiciono umas caricias...kkk
    Terror mesmo é o que vivemos, onde temos que ter cautela com o local, horário, porque filme de terror acontece todo dia quando ligamos os telejornalismos e lá está a noticia "são mais cinco mortos", isso me dá medo!!!!
    Abs,
    Tiago

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  6. É, Tiago, filme de terror é pura diversão e risos perto do que enfrentamos da porta pra fora. Quem dera fosse só o Freddy Krueger a nos assombrar! Abraços.

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  7. Eu vejo pelo menos um filme de terror por semana. Se deixar por conta da Ju não vemos outra coisa. Sempre gostei do gênero. Não gosto de monstros ou psicopatas, gosto mesmo é de coisas horripilantes e que sugiram a existência de espíritos malignos. Vi semana passada Desaparecidos, a versão brasileira da Bruxa de Blair e achei fraco. Gostei mais do original.

    Já fiquei algumas vezes sem dormir depois de ver um filme de terror, exatamente porque sempre escolho os mais 'hard'. Destaques para "A casa das almas perdidas", "Espíritos" e o primeiro "Atividade Paranormal", "O exorcista", o primeiro "A profecia"

    Se a barra pesar demais, assisto uma animação na sequência, pra aliviar.

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  8. "A casa das almas perdidas" é um clássico. Um dos primeiros a que assisti e que me tirou o sono. "Espíritos" e "A Profecia" também são ótimas dicas, Ricardo. Pelo jeito, você e a Ju são da minha praia. Eu costumo dispensar a animação, rs. Tenho um prazer bizarro em ficar recordando as cenas mas aterrorizantes antes de pegar no sono.

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  9. Depois de ver "A casa das almas perdidas" eu tinha medo de colocar a cabeça no travesseiro e ouvir aqueles sussurros. hehehehehe

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  10. coloquei 3 na listinha... acho que os roteiros mais assustadores que vi foram "A chave mestra" e "Hipnose". Conhece?

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